A aventura da maternidade

Cólicas nos bebés

Fui abordada pela equipa da Zaask, oferecendo-me a oportunidade de postar aqui no blog um artigo, inserido na temática da maternidade, escrito por eles.

Depois de uma troca de mails, decidimos que a temática das cólicas seria um tema muito pertinente. E assim surge este artigo.

Desde já muito obrigada à equipa da Zaask.

choro

Foto Pinterest

Cólicas! Uma grande ansiedade para as futuras mamãs e o drama de muitas outras que já o são. Mas apesar de serem uma referência comum nas conversas pré e pós natais, a verdade é que nem todos os bebés as sofrem: apenas cerca de 20% das mães sabem o que isso é.

Por isso, há mães sortudas quem têm a felicidade de não passar por esta experiência e outras que as enfrentam muito poucas vezes, sem grandes olheiras. No entanto, há também “as outras”, que têm toda a legitimidade de reclamar da exaustão de noites sem dormir e do desespero de ouvir o choro interminável do seu adorável bebé.

Ninguém sabe ao certo por que razão alguns bebés têm mais cólicas do que outros, embora teorias não faltem: pode ser devido ao sistema digestivo imaturo ou sensível dos bebés; pode ser da acumulação de gases porque o bebé engole muito ar ao comer e até mesmo a chorar; pode ser causado pela alimentação da mãe ou por uma alimentação excessiva; pode ocorrer devido a uma intolerância alimentar, etc.

Então, como é que sabe se um bebé sofre de cólicas?

Há sinais típicos e comuns: quando os bebés começam a chorar repetidamente ao longo do dia e da noite, quando demonstram uma irritabilidade fora do normal e parecem inconsoláveis façamos o que fizermos, quando produzem gritos aflitivos que nunca antes tínhamos ouvido, quando encolhem as perninhas e arqueiam as costas para trás enquanto choram, quando soltam gases; etc.

O que eles sentem? Dores de barriga intensas e frequentes.

Assim, esteja o nosso filho ou não entre os 20% dos bebés que sofrem de cólicas, é preciso estar preparada para enfrentá-las. O que fazer?

Antes da aplicação de qualquer tática, o importante é estar psicologicamente consciente de que existe a possibilidade de fraquejar. É simplesmente humano e perfeitamente compreensível. Assim, se às 5 da manhã começar a chorar juntamente com o seu bebé e sentir que não aguenta mais, não se julgue a pior mãe do mundo. Respire fundo e procure relaxar, pois os bebés percebem perfeitamente a nossa ansiedade e mais dificilmente acalmam. E retome as suas táticas.

Cólicas!Foto Pinterest

E que táticas podem ser essas?

  1. Experimente a dar a chucha ao bebé, porque a sucção pode acalmá-lo.
  2. Sente-se numa cadeira de baloiço ou embale-o nos seus braços, com a maior tranquilidade possível. Fale com ele e aconchegue-o, pode ser que o reconforto o ajude a acalmar.
  3. Massaje a barriguinha com movimentos circulares suaves ou faça movimentos de bicicleta com as pernas do bebé para ajudar a soltar os gases.
  4. Vire o bebé de barriga para baixo sobre os seus joelhos ou sobre uma botija de água moderadamente quente e esfregue ou faça pressões suaves nas costas do bebé, para aliviar de alguma forma a pressão no estômago.
  5. Leve o bebé de um lado para o outro, pois muitos gostam de se manter em movimento ou mudar de ambiente.
  6. Com o bebé deitado de barriga para cima, empurre as suas perninhas em direção ao abdómen para comprimir a barriga dele.

Há também um “truque” que tem passado por diferentes gerações e que alguns pediatras também o mencionam, sobretudo no caso dos bebés que sofrem de obstipação. A questão é que é preciso fazê-lo com algum cuidado.

Existe um laxante, sob a forma de gel rectal, que é muito conhecido pUmaara o tratamento da prisão de ventre, e que é aplicado com uma cânula no reto: o Bebegel. Ora, numa “versão DIY” a embalagem deste medicamento pode funcionar muito bem para o alívio das cólicas. Assim, primeiro cortamos o fundo para esvaziar o conteúdo – pois não há necessidade de estar a dar laxante ao bebé – e depois estimularmos o ânus com a bisnaga, que vai ajudar a sair os gases e incitar a expulsão das fezes. A ideia de esvaziar o conteúdo é para não criar habituação ao laxante, mas podemos sempre colocar um pouco de gel na ponta da cânula para facilitar a estimulação (há quem utilize também um termómetro).

Entretanto, existem também alguns “medicamentos” que ajudam a acalmar, mas fale sempre com o pediatra antes de dar o que quer que seja ao seu bebé, mesmo que a sua melhor amiga lhe recomende uma solução milagrosa.

No que diz respeito à alimentação da mãe que amamenta, não há nenhum consenso entre os médicos que nos permita afirmar com toda a certeza que irá influenciar as cólicas do bebé. O importante é estar atenta aos sinais do bebé quando ingerimos determinados alimentos: ver se ele fica com gases, choro, irritação ou dificuldades em dormir. Se os sinais forem evidentes, é sensato reduzir ou evitá-los. Caso contrário… podemos continuar a comer normalmente.

Geralmente, os alimentos mais apontados como mais “prejudiciais” são o alho, o chocolate, os brócolos, feijão, fritos e leite de vaca, mas tudo depende do organismo de cada um. O melhor, nestes casos, será sempre aconselhar-se com um nutricionista que poderá dar os melhores conselhos e soluções.

A boa notícia é que geralmente as cólicas melhoram aos 3 ou 4 meses, sendo que o pico ocorre geralmente por volta das 6 semanas de vida.

2 Comments

Leave a Comment