Vida

30 e pouco anos…

Quando somos crianças achamos que uma pessoa com 30 anos é “muito velha”.

Quando somos adolescentes, achamos que aos 30 vamos ser pessoas completas, de pé bem vincado num caminho trilhado por nós, bem certos dessa caminhada.

Chegamos aos 30 e… sentimo-nos ainda crianças ou então adolescentes, incertos do nosso caminho, inundados por inseguranças, recheados de responsabilidades e carregadinhos de medo de não respondermos às exigências.

Chegamos ao 30 e poucos e somos pais… Como? Eu ainda me estou a criar a mim, ainda me estou a construir como pessoa, a redifinir várias prioridades, a palmilhar novos caminhos, mas levo-te comigo minha filha, na esperança que aos 50 seja capaz de te passar esta mensagem.

São 30 e poucos anos, aqueles que, aquando criança achei que seriam a maturidade, mas agora sei que são recheados de possibilidades, caminhos, encruzilhadas.

Agora sei que aos 30 ainda me defino. Olho para trás e vejo o tempo perdido em algumas coisas… perdido talvez não, porque experimentei e percebi que não era por ali. Caminhos cruzados com pessoas que percebi não serem para manter, mas obrigada a elas por me terem ensinado o que ensinaram e por me terem mostrado que há pessoas que se cruzam connosco para nos mostrar algo, apenas isso.

Experiências vividas, falhadas, mas enriqueceram na mesma, fizeram-me crescer como pessoa, também me fizeram sofrer é verdade, mas tornaram-me mais rija e pronta para aceitar coisas más e de braços abertos para as pequenas coisas boas que inundam a minha vida de felicidade.

30 e pouco anos, mulher, mãe, enfermeira, sempre a estudar, a ler, sempre a tentar crescer, porque não se cresce em tamanho mas cresce-se de dentro para fora e eu adoro sentir-me a subir nesse percentil!!!

Boa semana!!!

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