Saúde

SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA

O prometido é devido. Vou falar-vos um bocadinho sobre o síndrome mão-pé-boca.

Ao que parece, PARA JÁ,  escapamos a este síndrome que andou na creche da princesa.

O síndrome mão-pé-boca é uma infeção viral contagiosa muito comum em crianças. Carateriza-se por:

  • pequenas feridas na cavidade oral;
  • erupções nas mãos e nos pés;
  • as erupções também podem aparecer nos joelhos, nos cotovelos, nas nádegas ou na região genital;
  • dor de garganta;
  • febre baixa;
  • ser normalmente branda e benigna;
  • desaparecer ao fim de alguns dias;
  • não acarretar complicações;
  • atingir principalmente crianças com menos de 5 anos (mas também pode surgir a adultos);
  • durar de 7 a 10 dias.

 

Fonte: www.mdsaude.com

O maior problema costuma ser o risco de desidratação, pois a dor de garganta pode fazer com que a criança pare de aceitar alimentos e líquidos.

 

O síndrome mão-pé-boca é provocada habitualmente, mas não exclusivamente, por um vírus com um nome muito fácil de pronunciar – Coxsackievirus A16. Outros vírus como o Coxsackievirus A2, A4 ao A10, B2, B3 ou B5, o Echovirus 1, 4, 7 ou 19 ou o Enterovirus A71 também podem causar o mesma síndrome, com sinais e sintomas muito semelhantes.

O síndrome mão-pé-boca provocada pelo Enterovirus A71 pode ser mais perigosO, pois pode complicar com casos de encefalite, meningite ou miocardite.

COMO SE TRANSMITE O SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA?

  • Por contato com secreções das vias respiratórias;
  • Por contato com secreções das feridas das mãos ou dos pés;
  • Por contato com fezes dos pacientes infectados.

O período de incubação é de 3 a 6 dias.

Geralmente, a fase de maior contágio é durante a primeira semana. Ainda assim, mesmo depois de estar bem, a criança pode continuar a eliminar o vírus nas fezes, o que o mantém contagioso durante dias ou até semanas depois dos sintomas terem desaparecidos.

A maioria dos adultos que se contamina com o Vírus Coxsackie não desenvolve sintomas, mas eles podem ser transmissores assintomáticos do vírus.

 

 

COMO SE TRATA O SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA?

O tratamento é sintomático, ou seja, tratam-se os sinais e sintomas. Anti-inflamatórios ou analgésicos comuns, tais como o paracetamol (Ben-u-ron) e Ibuprofeno (Brufen) são suficientes para controlar os sintomas de dor e febre.

É importante manter as crianças bem hidratadas. Evitar líquidos muito quentes, muito frios ou ácidos pois podem provocar mais dor.

 

COMO SE PREVINE O CONTÁGIO DO SÍNDROME MÃO-PÉ-BOCA?

As crianças não devem ir à creche ou à escola e os adultos devem faltar ao trabalho até todos os sintomas terem desaparecido.

Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante lavar as mãos com frequência, principalmente após ir à casa de banho e antes de mexer em comida.

É preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, principalmente nas creches para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança para outra.

Roupas comuns e roupas de cama podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele) e devem ser trocadas e lavadas diariamente. Brinquedos também devem ser lavados com frequência.

Caso o médico prescreva alguma loção para as erupções, esta deve ser aplicada com luvas que devem ser descartadas imediatamente após aplicar. Lavar as mãos no final.

Ainda não existe vacina contra a doença mão-pé-boca.

 

Fontes:

http://www.bphc.org/whatwedo/infectious-diseases/Infectious-Diseases-A-to-Z/Documents/Fact%20Sheet%20Languages/Hand,%20Foot%20and%20Mouth%20Disease/Portuguese.pdf

https://www.mdsaude.com/2015/07/sindrome-mao-pe-boca.html

 

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