Amor de Carnaval

8 de Abril de 2012

Asneira, asneira, asneira! Sabes onde estou? Que horas são? Em que estado estou? Ao lado de quem acordei? Sabes meu QUERIDO DIÁRIO?

Passo a responder: No sofá, às 18h, de pijama e de ressaca, do Gil! Pois! Quase que imagino a tua cara de espanto (se efetivamente tivesses uma cara)!

Ontem foi o meu aniversário. 30!!!!!! TRINTAAAAAAAAA!!!!! Como é que eu vim cá parar? Lembro-me que, aos 15, me imaginava, aos 30, casada, feliz ao lado do meu princípe, com dois filhos, no mínimo, e uma casa linda de morrer.

Realidade: Solteira, acordei ao lado do sapo, nada de canalha, casa alugada e nada de especial.

Como é que eu fui acordar ao lado do sapo? Devo dizer em minha defesa que, quando ontem me “deitei” com ele, era o príncipe que eu via. Das duas uma, ou a história comigo funciona ao contrário, ou eu estava mesmo bêbeda.

Resumindo e concluindo: Ele ligou à Laura porque me queria fazer uma surpresa, porque estava arrependido, com saudades minhas, blá, blá e pardais ao ninho. Ela disse-lhe onde estávamos a beber um copo (ou vários), e ele teve sorte.

Não vou mentir, parte da sorte dele deveu-se ao álcool e à frustração com o meu amor platónico de Carnaval Veneziano.

Embaraçoso foi abrir o olho hoje, já de tarde, e aperceber-me da borrada que fiz.

Da maneira mais educada possível lá o mandei para casa dele e não tive coragem de lhe pôr os patins de vez. Bem, bem, onde é que eu me fui meter?

Neste momento vou é meter-me no duche, vou comer o belo do hamburguer e Coca-cola da ressaca e voltar a dormir, que amanhã é dia de trabalho.

Para ler Amor de Carnaval #2 clicar aqui

Amor de Carnaval

26 de Fevereiro

Coisa a que eu chamo diário…

Estou perdida!

Para todo o lado que vou, procuro os olhos pretos, a clave de sol e o nome Henrique!

Estava anteontem a ver uma paciente e, quando dei por mim, a pobre da senhora falava dos seus queixumes e eu estava em Veneza novamente, de mão dada com o Henrique.

Como é possível passarmos horas a conversar, nos entendermos tão bem, descobrirmos que somos ambos Portugueses, despede-se de mim com um “beijo”, vira costas e nunca mais me aparece à frente?

Será que é casado? Que está fugido da lei? Que tem uma doença incurável e não se prende a ninguém?

Eu mereço ficar a sofrer por um amor platónico, eu mereço…

Seja como for, não volto a pegar em ti para escrever sobre o homem da máscara, senão isto deixa de ser o meu diário e passa a ser uma homenagem à personagem, pelos seus belos olhos negros, a sua mão forte, a sua voz suave…. AIIIIIIIII!!!!

 

aqui Amor de Carnaval #1

Amor de Carnaval

Este texto faz parte das publicações coletivas do grupo “Projeto: Vai um Café?” e é o início de um romance que publicarei, aos poucos, aqui 🙂 Espero que gostem!

15 de Fevereiro de 2012

Olá querido diário… GRRRR!!! Que maneira mais fatela de se começar. Mas é o que este caderno vai ser, o meu diário, e foi assim que, em pequena, aprendi – nem sei bem onde – a começar o desabafo com o diário. Lembro-me de um diário que tive, formato A5, todo desenhado, simulando aqueles livros seculares, folhas cor de rosa, com linhas e, o mais importante para mim na altura, com cadeado, ou aloquete, como se diz aqui no Norte.  Era capaz de engolir a chave daquele cadeado para evitar que alguém abrisse aquele manuscrito e lesse as palavras mais puras do meu sentimento. Adiante, já estou a divagar, típico meu.

Bem, querido diário (arghhh, quase que me dá o enjoo com esta expressão), comprei-te e vou escrever-te porque a minha amiga Laura assim sugeriu. Ela cansou-se que eu não me lembre de saídas à noite, jantares, pessoas, momentos hilariantes das férias e, principalmente, a catapulta para a tua compra, da música de entrada dela na igreja no dia do seu casamento.

Sim, eu sei que, como madrinha, devia lembrar-me da música que serviu de banda sonora do desfile mais charmoso e importante da minha amiga, a caminho do altar, sobre uma passadeira vermelha e saltos vertiginosos (ainda hoje não sei como ela não caiu). Mas não me lembro!

Pronto, o que te posso contar para já?
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