Saúde

Hoje foi dia da consulta dos 9 meses.

Felizmente a nossa princesa está a evoluir bem, física, psiquica e emocionalmente, o que nos deixa felizes e gratos.

Entre outras coisas, foi abordado o assunto da higiene oral.

saude_oralOs primeiros dentinhos podem começar a romper por volta dos seis meses. No nosso caso, cinco dentinhos já estão cá fora e o sexto está a espreitar, por isso já está mais que na hora de cuidar dessas preciosidades e, acima de tudo, habituar desde cedo a princesa a fazer a higiene oral. Para já somos nós que a vamos fazer, mas sendo isto um hábito, ela vai acabar por interiorizá-lo.

Então vamos lá aprender/rever umas noções importantes no que diz respeito à higiene oral nesta fase de vida.

 

QUANDO SE DEVE COMEÇAR A FAZER A HIGIENE ORAL?

A higiene oral deve iniciar-se logo após a erupção do primeiro dente.

Deve começar a ser feita pelos pais, duas vezes por dia, utilizando uma gaze, uma dedeira ou uma escova macia, com um dentífrico fluoretado com 1000-1500 ppm (mg/l) de fluoreto, sendo uma das vezes, obrigatoriamente, após a última refeição.

 

QUAL A QUANTIDADE DE PASTA DE DENTES QUE SE DEVE USAR?

A lógica é a mesma que se aplica às crianças e adultos. Deve ser idêntica ao tamanho da unha do 5º dedo da mão, da própria criança (dedo mindinho).

 

Nesta fase devemos ser nós a fazer a escovagem dos dentes da princesa, mas à medida que as crianças vão ficando mais autónomas, deve-se incentivar que sejam elas a escovar os seus dentes e devemos ensiná-las a fazer isso.

Diz ainda a Direção Geral de Saúde que os pais devem estar cientes da “importância de prevenir as cáries precoces da infância, chamando a atenção, em especial, para o fato de o bebé, a partir do 1º ano de idade, não dever usar prolongadamente o biberão nem adormecer com ele na boca (…). É também particularmente importante reforçar a absoluta contra-indicação da utilização de chupetas com açúcar ou mel.”

Fica para uma próxima vez um artigo sobre a correta técnica de lavagem dos dentes, algo que até nós adultos devemos rever volta e meia.

Deixo aqui ficar o link para o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral .

 

 

A aventura da maternidade, Saúde

Os olhos de uma mãe são perspicazes, atentos, prevêm situações que ajudam a prevenir complicações, mas nem sempre estes olhos vigilantes vêm bem na realidade.

Está comprovado que a gravidez, devido a todas as suas alterações hormonais, juntamente com a amamentação, pioram a visão, especialmente a miopia da mulher. Eu não fui exceção.

Já achava, durante a gravidez, que estava a ver pior, mas fui deixando andar. Ás tantas, começo a preocupar-me quando até para mudar a fralda à princesa preciso de óculos!!!

Ora bem, se calhar estava na hora de fazer qualquer coisa, já que preciso ver os monitores dos meus doentinhos.

Hoje fui rever a graduação. Pois é, a visão aqui da mamã piorou e muito. Uma dioptria e meia num olho e meia noutro. Não admira as dores de cabeça que reinavam por aqui.

A mamã Ana vai ter óculos e lentes novas!

 

Saúde, Vida

Verão a dar o seu ar de graça e as meninas do Boteco das Tertúlias já só pensam em corpos esbeltos, praia e biquini, o que dá em que o tema deste mês seja o Desporto e a Alimentação Saudável.

Nunca tive de me preocupar muito com desporto e alimentação para manter a forma, sou uma sortuda, eu sei. Mas os trinta anos vêm com um bónus extra de força da gravidade a atuar no corpo o que, aliado à maternidade, faz todas as tendências mudarem.

Apesar de não ter de me preocupar muito, sempre tentei ter cuidado. E também neste assunto, como em tudo na vida, não sou de extremismos.

Tento fazer exercício físico, pelo menos, duas vezes por semana.

Já pratiquei assiduamente variadíssimos tipos de aulas no ginásio. Fui fanática pelo BodyCombat, até que o meu pé decidiu dar trabalho e tive de deixar esta modalidade que adoro, andei pelo BodyStep e Jump, mas também tive de parar pelo mesmo motivo. Fiz Pilates quando estava a recuperar da lesão do peso e quando estava no início da gravidez, era menina de carregar uns pesos jeitosos nas aulas de BodyPump, mas aquela aula que me dá mesmo gosto fazer, e a acabo com a sensação de missão cumprida, é a aula de RPM. E quando não são aulas, eu sou aquela maluquinha ao fundo do ginásio, que está em cima da bicicleta, com os auriculares nos ouvidos, a dar o litro sozinha com a sua aula do Youtube. Sim, essa sou eu.

Para quem não gosta de ginásio, não faltam alternativas, caminhadas, corrida, andar de bicicleta, uma passadeira em casa, mais uns alteres, tapete e uma corda em casa. É uma questão de vontade.

Uma questão que abona a meu favor é o fato de o meu trabalho ter uma componente física acentuada. Posso passar todo o turno a andar de um lado para o outro, o que já é um ótimo exercício.

No que diz respeito à alimentação, vou tentando manter-me dentro do saudável, mas sou muito gulosa e nem sempre é fácil.

  • Faço por beber muita água. É-me mais fácil beber água a trabalhar, é uma questão de rotina. Para além disso, bebo chá verde e com gengibre, para ajudar à eliminação de toxinas;
  • Evito comer fritos, pizzas, lasanhas congeladas, mas confesso que, de vez em quando lá vão;
  • Como mais carne branca do que vermelha e gosto de inserir o peixe do menu semanal (mas às vezes o marido não ajuda);
  • Evito manteiga;
  • Dou preferência ao pão escuro;
  • Não bebo refrigerantes, a não ser esporadicamente em festas ou jantares;
  • Só como fiambre de perú ou de frango;
  • Antes bebia néctares ao pequeno-almoço. Agora ou bebo chá, café ou sumo de laranja natural;
  • Sempre que posso, evito comer hidratos de carbono ao jantar;
  • Para controlar a gula, tenho sempre chocolate negro em casa;
  • Ando a tentar fazer os meus snacks, para comer menos alimentos processados;
  • Não ponho açúcar no café, chá ou leite e evito tomar leite;
  • Se me dá fome a meio do dia tento comer um iogurte natural, fruta, bolachas de água e sal ou frutos secos.

Podia continuar numa lista interminável, mas não vos quero massacrar.

E vocês, que hábitos saudáveis têm?

Para saberem o que contam as outras tertulianas sobre desporto e alimentação saudável, cliquem aqui, aqui, aqui e aqui.

Escolhas para o bebé, Saúde

Mãe doente, filha congestionada!

Acabei por passar qualquer coisa à pequenita e o narizinho dela acaba por congestionar, principalmente de noite. Creio ser só mesmo o narizito, porque continua a chorar em plenos pulmões quando lhe apetece e anda muito sorridente, como é seu costume.

E se a princesa está congestionada, é mesmo importante fazer-lhe a limpeza do nariz, já que os bebés, mais ao menos até aos 6 meses, devido à estrutura das vias respiratórias, respiram exclusivamente pelo nariz.

E assim me lembrei de partilhar convosco como deve ser feita a limpeza nasal.

O primeiro passo é limpar abundantemente com soro fisiológico. Podem optar por ter frasquinhos maiores de soro em casa, e fazem a limpeza do nariz ejetando o soro nas narinas com a ajuda de uma seringa – eu faço assim porque me sinto à vontade, já que o fiz vezes sem conta quando trabalhei na Pediatria. Uso seringas de 2 ml ou de 5ml, consoante o tamanho do bebé. Outra opção são os frasquinhos pequeninos – de 5 ml, penso eu – de soro fisiológico, que até têm o formato afunilado para ser mais fácil aplicar nas narinhas, ou ainda, aqueles frasquinhos de spray de água do mar, que acabam por ser de mais fácil utilização para quem não se sente tão à vontade para fazer este tipo de coisas;

E aqui se coloca logo uma questão importante, que é a posição em que o bebé está quando se instila o soro fisiológico no narizito. Nos bebés, existe uma estrutura do ouvido – a trompa de Eustáquio – que está numa posição mais horizontal do que nos adultos. Isto faz com que seja mais difícil a drenagem das secreções do ouvido, fazendo com que que se acumulem mais facilmente, e é por isto que os bebés desenvolvem otites com mais frequência do que os adultos. Assim, para se evitar que isto aconteça, quando se instila soro fisiológico no nariz do bebé, deve-se deitá-lo de barriga para cima, com a cabeça virada para o lado contrário da narina onde vai ser colocado o soro, ou seja, se vou pôr soro na narina direita, devo virar a cabeça do bebé para a esquerda.

Depois da instilação de soro fisiológico, frequentemente o bebé tosse e espirra, acabando por ajudar à higiene do narizito mas, se ainda assim, isto não for suficiente, eu uso o aspirador nasal de boca, em que sou eu, sugando no bucal do aspirador, que faço o vácuo, aspirando as secreções. Eu sei, eu sei, isto faz alguma confusão, porque até parece que estamos a sugar as secreções para a nossa boca, mas não se preocupem que isto não acontece, porque o aspirador tem filtros que impedem isso. productBabyImg8

Eu uso este aspirador nasal, da Rhinomer, que eu gosto muito, porque é fácil de usar e de limpar. É só colocar uma recarga, introduzir suavemente na narina do bebé, colocar o bucal na nossa boca e aspirar, sugando.

Faço isto e espero cerca de 15 minutinhos, para avaliar se foi eficaz. Se, ainda assim, o bebé continuar congestionado, repito esta manobra perigosa. Perigosa sim, porque este momento é sempre uma luta, porque é claro que o bebé não gosta que lhe enfiem soro no nariz, e que se ponham a sugar-lhe as entranhas a seguir, e há sempre uma sessão de choro, espernear e abanar de cabeça, Ora “quem não se sente, não é filho de boa gente“, não é verdade?

Para lavar o aspirador, coloco-o debaixo da torneira com água bem quente a correr, e depois deixo-o a secar em cima de papel absorvente de cozinha. As recargas vão para o lixo quando já têm muitas secreções.

É muito útil este aspirador nasal, e baratinho, pelo que também o insiro nas minhas Escolhas para o bebé.

Espero que seja útil este artigo.

 

 

Saúde

O mês passado falámos das vacinas incluídas no Plano Nacional de Vacinação (PNV). Este mês, como prometido, falamos sobre as vacinas extra plano de vacinação.

Como já vimos, as vacinas são a maneira mais eficaz e segura para nos protegermos contra algumas doenças. Elas fazem isto, garantindo imunidade ou, no caso de não se garantir imunidade total, conferindo maior capacidade de resistência caso a doença apareça.

O Plano Nacional de Vacinação é “universal, gratuito e acessível a todas as pessoas presentes em Portugal.” (Direção Geral de Saúde, 2015). Este plano é da responsabilidade do Ministério da Saúde, estando incluídas nele as vacinas consideradas mais importantes para defender a saúde da população portuguesa.

Em relação às vacinas extra plano, só podem ser obtidas mediante receita médica. A decisão de administrar, ou não, estas vacinas às crianças, deve ser uma decisão partilhada entre o médico assistente e os pais, depois de um esclarecimento pormenorizado e que não suscite dúvidas.

Neste artigo vou-vos falar das seguintes vacinas:

–  Vacina contra Neisseria meningitidis serogrupo B;

– Vacina contra o Rotavírus;

– Vacina contra a Varicela;

– Vacina contra a Hepatite A;

 

Existem ainda, disponíveis no mercado em Portugal, a vacina contra o Vírus Papiloma Humano para o sexo masculino e a vacina contra a tosse convulsa, mas é muito menos comum a sua administração, pelo que não estão incluídas neste artigo.

 

Vacina contra Neisseria meningitidis serogrupo B

A Neisseria meningitidis B é a bactéria que causa a meningite B, sendo esta uma doença que constitui um problema de saúde pública, porque tem elevadas incidência, gravidade e sequelas.

Existem 13 serogrupos conhecidos desta bactéria, mas a quase totalidade dos casos de doença são provocados pelos A, B, C, Y, W e X.

A vacina contra o meningococo C já está disponível, no nosso País, desde 2002 no mercado livre, e foi incluída no PNV em 2006, o que levou à quase ausência de casos de doença por este serogrupo nos últimos anos. “Na última década, o serogrupo predominante foi sempre o B, com percentagens que variaram, entre 47% em 2003 e 80% em 2008. Em 2011, último ano a que reporta o relatório disponível, 72% das N. meningitidis identificadas pertenciam ao serogrupo B.” (Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP), 2015).

O homem é o único reservatório conhecido desta bactéria, e aloja-se no sistema respiratório superior. A transmissão faz-se pessoa a pessoa através das secreções de um indivíduo são (ainda a incubir) ou de um indivíduo doente.

As manifestações clínicas mais graves são a sépsis e a meningite, podendo apresentar-se as duas formas no mesmo doente. Classicamente, a meningite manifesta-se com febre, petéquias ou púrpuras (pintas ou manchas roxas na pele).

A taxa de letalidade situa-se entre os 5% e os 14%, sendo que 11 a 19% sobrevivem com alguma sequela a longo prazo, entre elas, sequelas neurológicas, perda de audição, cicatrizes cutâneas e amputações.

Em Portugal, a taxa de mortalidade, por meningite B, entre os anos de 2003 e 2013 foi de 5,6%.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção e controlo da infeção meningocócica. A vacina Bexsero® é a única disponível em Portugal. Existem vários planos de administração desta vacina, os mais precoces começam aos 2 meses, podendo esta vacina ser administrada em qualquer idade, desde que indicada pelo médico assistente. Para mais pormenores, deve expôr o assunto ao seu médico assistente.

 

Vacina contra o rotavírus

A gastroenterite aguda (GEA) é muito comum nos primeiros anos de vida, sendo os vírus mais frequentes o rotavírus (RV), norovírus e, com menor relevância, adenovírus e astrovírus. As GEA por bactérias são menos frequentes.

As GEA podem atingir qualquer criança e diz-nos a SPP que, aos 5 anos de idade, já quase todas as crianças tiveram um episódio de GEA. São de fácil transmissão, através do contato com pessoas e objetos infetados ou o uso de wcs infetados. Quase sempre são infeções controláveis em casa e, quando necessária hospitalização, é no sentido de controlar a desidratação.

“Neste contexto, o desenvolvimento de vacinas contra RV foi uma prioridade, estando comercializadas e disponíveis duas no nosso país, desde 2006, com estruturas e esquemas posológicos diferentes.” (SPP, 2015). Essas vacinas são a RotaTeq® e Rotarix®.

Em 2015, foi publicado um estudo feito para se aferir a eficácia destas vacinas, na Região Centro, compreendendo o período de 2006 a 2012. Observou-se uma efetividade de 83% no que diz respeito a observações no Serviço de Urgência e de 97,5% para internamento por GEA por RV.

Conclui-se assim que as vacinas conferem uma elevada proteção individual contra infeção por RV em Portugal, não havendo diferenças significativas entre as duas vacinas.

Para mais informações sobre o esquema de vacinação, contra-indicação, entre outros, contate o seu médico assistente.

 

 Vacina contra a varicela

O vírus Varicela-zoster (VVZ) é um herpes vírus, que provoca a varicela e o herpes. A varicela é muito contagiosa, com taxas de transmissão de 61-100%. Da varicela podem advir complicações graves, como pneumonia, fasceíte, choque tóxico, cerebelite, encefalite, pneumonia.

Caso uma grávida contraia varicela, corre um risco adicional, principalmente pela maior incidência de pneumonite, e o feto pode ter o síndrome de varicela congénita se a grávida contrair varicela nas primeiras 20 semanas de gestação. No que diz respeito  ao recém-nascido, pode contrair varicela.

Se as crianças forem saudáveis, o melhor é que tenham varicela enquanto crianças. Evitam, assim, contrair varicela já adultos, podendo, nessa altura, ser então mais grave.

O vírus é transmitido pelo ar, quando a pessoa infectada tosse, espirra ou fala, ou pelo contacto direto com as lesões do doente.

Em Portugal, são comercializadas duas vacinas, Varilrix® e Varivax®, não sendo nenhuma considerada mais eficaz que a outra. Qualquer uma delas só protege contra a varicela, em alguns países, existe também em combinação com proteção contra sarampo, papeira e rubéola.

 

Vacina contra a Hepatite A

A hepatite é a inflamação do fígado, sendo a hepatite A  a causa mais frequente de hepatite aguda no mundo.

A infeção por vírus da Hepatite A (VHA) na criança é geralmente benigna e, muitas vezes, nem produz sintomas. No adulto, e em determinados grupos de risco, a doença pode ter um impacto significativo, podendo provocar a morte.

A transmissão de VHA faz-se, quase exclusivamente por contato com fezes infetadas, o que quer dizer que, países com boas condições de salubridade conseguem, mesmo sem recurso à vacinação, diminuir drasticamente a VHA. O Center for Disease Control and Prevention (CDC) considera Portugal um país de baixa endemicidade, ou seja, com baixa prevalência.

Em Portugal, há duas vacinas disponíveis; a Havrix® 720 Junior e a VAQTA®, não estando nenhuma delas recomendada antes dos 12 meses de idade, porque no primeiro ano de vida, os anticorpos maternos, caso existam, podem neutralizar a vacina.

 

Este artigo foi escrito após a consulta de dois artigos, dos quais deixo os links, para consulta mais detalhada:

http://www.spp.pt/UserFiles/file/Comissao_de_Vacinas/Recomendacoes%20sobre%20vacinas%20extra%20PNV%202015-2016.pdf

http://www.usfvalongo.com/documentos/edu/vacinas.extra.pnv-ajuda.na.tomada.de.decisoes.pdf